sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mulheres de peso normal se acham gordas


Uma nova pesquisa sugere que o padrão estético atual pode assombrar mais mulheres do que se imaginava antes: apenas 1 em cada 17 mulheres de peso saudável se considera magra.

O estudo envolveu milhares de pessoas. As voluntárias foram convidadas a se olhar no espelho e escolher, a partir de 12 adjetivos, um para descrever como se sentiam ou se consideravam. Elas também foram medidas para determinar se estavam com sobrepeso ou com um peso saudável.

Os resultados oferecem uma visão perturbadora da auto-estima feminina. Entre as mulheres de peso ideal para sua altura, apenas 13% disseram que se sentiam felizes quando viam seu reflexo, e apenas 6% pensavam que eram magras.

Apesar de seu peso saudável, 17% dessas mulheres se descreveram como gordas, e quase o mesmo tanto disse que se sentia “para baixo” quando se olhava no espelho.

O estudo também envolveu homens, que são muito menos propensos a acreditar que pesam mais do que a balança diz. Apenas 6% dos homens com índice de massa corporal (IMC) saudável se descreveram como gordos.

Os homens eram mais propensos a culpar o álcool por sua barriga, enquanto para as mulheres, o chocolate era visto como o maior culpado.

Entre aqueles que estavam acima do peso, havia também uma diferença de opinião dramática, com duas vezes mais mulheres se descrevendo como “envergonhadas” de seu corpo.

As mulheres que estavam acima do peso foram as mais propensas a dizer que se sentiam “para baixo” com sua aparência (16% se descreveram assim quando se olharam no espelho). E, enquanto 20% das mulheres disseram sentir “vergonha” de sua aparência, apenas 1 em cada 10 homens com sobrepeso disse a mesma coisa.

As estatísticas mostram que a auto-confiança das mulheres e seu peso são estreitamente ligados, enquanto os homens tendem a sentir-se mais pragmáticos sobre seus corpos. Elas se preocupam mais com o que os outros pensam, comprar roupas e se vestir para sair tornam-se grandes ansiedades, e o espelho vira uma constante lembrança de como elas são infelizes com seus corpos.

Em contrapartida, os homens acima do peso são mais propensos a fazer dieta por causa de preocupações com a saúde, ou ser ativo o suficiente para brincar com filhos ou netos.

Segundo psicólogos, as mulheres tinham se acostumado a serem julgadas em termos de sua aparência, e como resultado, o peso é utilizado como uma forma de medir o seu valor, especialmente se elas sentem que não se encaixam no “modelo ideal” das celebridades.

Os pesquisadores dizem que os casos mais extremos, onde as mulheres vêem no espelho algo totalmente diferente da realidade, são classificados como dismorfia corporal. Esses casos ainda parecem ser relativamente raros, mas a dismorfia de baixo nível, onde a realidade é um pouco distorcida, parece estar se tornando cada vez mais comum. [Telegraph]


Tomar um café da manhã reforçado ajuda na dieta?


Há quem diga que tomar um café da manhã reforçado, com tudo que se tem direito, ajuda a perder peso. Afinal, em teoria, você sentiria menos fome durante o dia e comeria menos bobagens. Mas será que isso funciona mesmo? Nós temos a resposta!

Em todos os estudos feitos sobre o assunto, nos últimos 70 anos, a única solução garantida para a perda de peso é ingerir menos calorias do que você gasta. Ou seja, ou comer menos ou se exercitar mais.

Pesquisas mostram que tomar um grande café da manhã realmente diminui a quantidade total de calorias ingeridas no fim do dia. Mas isso levando-se em consideração a quantidade que as pessoas comem no dia todo para fazer essa comparação – ou seja, algumas tomavam um café da manhã grande comparado a pouca quantidade de comida que ingeriam no resto do dia, não necessariamente um café da manhã reforçado para os parâmetros de outras pessoas.

Cientistas do Centro de Medicina Nutricional Else-Kröner-Fresenius analisaram 300 pessoas e pediram para que elas mantivessem uma espécie de diário, relatando o que comiam todos os dias. Dentre as 300 pessoas havia quem caprichava no café da manhã, quem comia pouca coisa e quem não comia nada de manhã.

Os resultados revelaram que as pessoas comiam a mesma quantidade no almoço e no jantar, independente do tamanho do seu café da manhã. O que mudava era apenas a vontade de fazer um lanchinho entre o almoço e o desjejum, que realmente o impedia de comer menos besteiras. Mas como a diferença estabelecida entre um café da manhã reforçado e um normal era de 400 calorias, isso equivalia a contagem calórica do lanche da manhã, não fazendo diferença na quantidade total de calorias ingeridas ao dia.

Então especialistas ainda mantém a idéia de que para emagrecer o caminho certo é fazer exercícios e comer menos. [Science 2.0]

Comer peixe pode ajudar a manter os ossos fortes


Segundo um novo estudo, idosos que comem mais peixe preservam a densidade óssea melhor do que pessoas que não comem tanto peixe. Os pesquisadores acreditam que a combinação de diferentes óleos nos peixes (como os ácidos graxos ômega 3) evita que os ossos percam massa ao longo do tempo.

A perda óssea é um processo normal do envelhecimento, e ossos menos densos têm maior chance de quebrar.

Porém, a prevenção da perda óssea não é tão simples quanto levantar os níveis de ômega 3 na dieta das pessoas. A pesquisa analisou exames coletados nos anos 1980 e 1990 dos hábitos alimentares de mais de 600 idosos que moravam em Framingham, Massachusetts, EUA. As medições da densidade óssea (realizada nos quadris) foram feitas com quatro anos de diferença.

As mulheres que comiam três ou mais porções semanais de peixes escuros, como salmão ou cavala, tinham menor quantidade de perda óssea quatro anos mais tarde, em comparação com mulheres que comiam menos peixe. Homens que comiam peixes escuros, como atum, pelo menos três vezes por semana também tinham menos perda óssea do que outros homens.

O estudo não prova que o peixe é a causa das diferenças na perda de massa óssea, mas apenas que os dois fatores estão associados.

Os peixes são ricos em ácidos graxos ômega 3, EPA e DHA. Os pesquisadores resolveram analisar o quanto de ambos ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 as pessoas estavam comendo em suas dietas.

Eles descobriram que os dois estão envolvidos na densidade óssea. Níveis elevados de ácido graxo ômega 6, chamado de ácido araquidônico, estavam ligados a uma menor perda óssea em mulheres, mas somente quando as mulheres também consumiam altos níveis de gorduras ômega 3.

Segundo os pesquisadores, se trata de um equilíbrio. Se você tem níveis muito baixos de ácido araquidônico, não vê os benefícios do ômega 3.

Na verdade, muito de uma gordura poderia ser prejudicial. Nos homens, muito ácido araquidônico e pouco ômega 3 foi ligado a uma maior perda de massa óssea.

Os cientistas afirmam que ainda não há uma quantidade exata de ômega 3 e ômega 6 ideal para a saúde óssea. Peixes parecem fornecer um bom equilíbrio, porque eles têm o ômega 3 que tende a faltar na dieta ocidental. Já os ácidos ômega 6 são normalmente abundantes nos alimentos que os americanos comem. A Associação Americana do Coração recomenda que as pessoas comam duas porções de peixe por semana. [Reuters]

Os riscos da gordura localizada

Doenças cardíacas: ter boa forma física ajuda mais do que ser magro


Corra para a academia: segundo um novo estudo, o nível de aptidão física, e não o peso corporal, é um preditor mais importante para saber se as pessoas com vasos sanguíneos obstruídos morrerão em pouco tempo, ou não.

855 homens e mulheres que faziam parte de um programa de reabilitação cardíaca participaram da pesquisa. No passado, todos tiveram ataques cardíacos ou crises de dor torácicas graves relacionadas a problemas cardíacos. Alguns realizaram procedimentos médicos ou cirúrgicos para ajudar a desobstruir vasos sanguíneos no coração.

Para avaliar a aptidão dos pacientes, os médicos os observaram andando em escadas rolantes. Cada paciente recebeu uma pontuação baseada na distância que conseguiu andar e na capacidade de oxigenar durante o exercício (principais aspectos da aptidão física).

Os pesquisadores também usaram o índice de massa corporal – IMC (proporção entre peso e altura) para determinar se os pacientes estavam com sobrepeso ou obesos.

Se você tem doenças cardíacas, a saída é fazer exercício. A pesquisa mostra que estar acima do peso ou ser obeso, mas ter um coração que tolera exercícios pesados, é muito melhor do que ser uma pessoa magra que não aguenta subir um morro.

Não surpreendentemente, os pacientes cardíacos em má forma física, e pacientes com grandes quantidades de gordura concentrada nos quadris e abdômen (obesidade central), eram muito mais propensos a morrer durante o período de 14 anos do estudo.

A combinação “pouco exercício físico” e “obesidade central” foi ainda mais perigosa, aumentando o risco de morte cerca de sete vezes.

Os pacientes aptos e relativamente magros tiveram as mais baixas probabilidades de morrer durante o período de estudo, e constituíram um “grupo de controle”.

Pacientes aptos com sobrepeso eram cerca de duas vezes mais propensos a morrer, enquanto pacientes aptos obesos tinham três vezes mais chance de morte em comparação ao grupo de controle.

As coisas foram mais complicadas para os não aptos. Pacientes com baixa pontuação física e com sobrepeso eram quase sete vezes mais propensos a morrer durante o estudo, comparado ao grupo de controle.

Porém, pacientes com peso normal, mas não aptos fisicamente tinham quase dez vezes mais probabilidade de morrer. Ou seja, enquanto uma pessoa com doença cardíaca permanecer ativa, ser obesa (pelo menos de acordo com seu IMC) não parece tornar seu prognóstico pior.

Os pesquisadores ofereceram várias explicações do porquê a obesidade não parece ter o impacto que se poderia esperar. As pessoas obesas geralmente vão ao médico com mais frequência e, portanto, são mais propensas a tratarem de colesterol elevado, um fator de risco para ataques cardíacos e derrames, por exemplo.

Também, comparado com as pessoas magras, as obesas têm mais reservas de energia para ajudá-las em doenças graves. Além disso, estudos têm mostrado que os obesos parecem ser mais capazes de suprimir a inflamação associada a danos no coração, embora as razões para isso não sejam claras.

Motivos e teorias de lado, a mensagem é clara: melhore a sua aptidão. A boa notícia é que é mais fácil aperfeiçoar a forma física do que emagrecer. [Reuters]

Gordura saturada nem sempre faz mal para a saúde


Quando se trata de saúde, um dos conselhos mais ouvidos é evitar gordura. Gordura nunca é bom, quem dirá gordura saturada. Há muito tempo, os médicos estabeleceram que a gordura saturada faz mal para o coração, e causa doenças cardiovasculares.

Agora, estudos recentes questionam essa associação: os pesquisadores dizem que as provas de que a ingestão de gordura saturada prejudica a saúde foram simplificadas no aconselhamento dietético.

Vários estudos parecem implicar que a genética, o estilo de vida e a idade poderiam desempenhar um papel em como o corpo de alguém é afetado pela ingestão de gorduras saturadas.

Além disso, alguns cientistas acreditam que gorduras saturadas “boas”, ou seja, não-nocivas, são simplesmente colocadas ao lado das ruins quando se trata de aconselhamento dietético.

O que acontece é que as dietas excessivamente ricas em gorduras são associadas com risco aumentado de doença cardiovascular, assumindo que a gordura saturada, em qualquer nível de consumo, é prejudicial. Essa é uma simplificação exagerada. Só os fatores citados acima, por exemplo, podem levar a diferentes respostas à ingestão de gordura saturada.

Os pesquisadores fizeram diversos testes, e descobriram que a substituição de gordura saturada por outros alimentos nem sempre se mostrou mais eficaz contra o risco de doença cardiovascular.

A substituição da gordura saturada por gordura monoinsaturada teve um efeito claro sobre a doença cardiovascular, enquanto a substituição de gordura saturada por carboidratos mostrou-se ineficaz e até prejudicial, especialmente quando os carboidratos eram refinados, como amidos ou açúcares. A substituição da gordura saturada por gordura poliinsaturada causou apenas uma ligeira redução no risco, mas o benefício foi muito pequeno.

A conclusão do estudo é que, em vez de substituir as gorduras saturadas, as pessoas deviam se concentrar mais no aumento da ingestão de frutos do mar que contêm ácidos graxos ômega-3, grãos integrais, frutas e hortaliças, e diminuir a ingestão de gorduras trans e sal, encontradas em bolos, biscoitos e fast-foods.

Dormir para emagrecer – funciona?


Dormir entre sete e oito horas por dia pode ajudar as pessoas a perder peso, mostrou uma pesquisa feita por uma empresa americana de consórcios na área da saúde. Contudo, o número de horas deve ser levado a sério, pois dormir mais de oito horas pode deixar seu corpo inativo, mas dormir menos pode elevar o nível de estresse, o que aumenta a vontade de “comer besteiras”. Cerca de 500 pessoas consideradas obesas, com idade média de 55 anos, participaram do estudo.

Eles foram convidados a participar de 22 sessões de aconselhamento, definir uma dieta de 500 calorias diárias e aumentar a frequência de exercícios físicos para pelo menos três horas por semana. Foi pedido, também, que eles mantivessem um diário de seus hábitos, incluindo o padrão de sono e o nível de estresse. Depois de seis meses, 60% dos participantes perdeu aproximadamente 4,5 quilos.

Os pesquisadores verificaram que as pessoas que tiveram mais sucesso no regime foram aqueles que disseram dormir entre seis e oito horas por noite. Os que obtiveram piores resultados foram aqueles que tinham níveis altos de estresse e dormiam menos que seis horas. “Este estudo sugere que, quando as pessoas tentam perder peso, deveriam dormir bem para diminuir o estresse”, disse o médico Charles Elder, autor do estudo. “Algumas pessoas deveriam cortar coisas de sua agenda e tentar ir para cama mais cedo. Outros poderiam acabar descobrindo que os exercícios físicos ajudam a diminuir o estresse, além de dar mais sono. Algumas técnicas, como meditação, podem ajudar”, disse o médico.


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