sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Manipulando o Colesterol para Maximizar o Ganho de Massa Muscular


Vince Gironda, o Guru de Ferro (The Iron Guru), costumava recomendar a ingestão de 3 dúzias de ovos por dia para maximizar o ganho de massa muscular. O seu raciocínio era de que uma dieta alta em colesterol poderia ativar um efeito anabólico natural.

Ronnie Coleman eu seu último vídeo, Relentless, está tomando uma droga para baixar o colesterol. Contudo, há boatos de que estas drogas são catabólicas para os músculos.

Estes dois comportamentos parecem ser contraditórios!

- É melhor o colesterol baixo ou alto, para a construção de massa muscular ?
- Porque alguém usaria uma droga que faz o indivíduo perder massa muscular ?

Uma nova pesquisa reconcilia este paradoxo revelando que a manipulação correta de colesterol pode maximizar o ganho de massa muscular:

O Impacto de um treino intenso sobre os níveis de colesterol

Se um treino com pesos moderado parece não afetar os níveis de colesterol, um treino pesado vai definitivamente induzir uma redução drástica nos níveis de colesterol dentro de 2 horas.(1). Esta queda no colesterol pode durar vários dias. Isto acontece devido à uma absorção acelerada de colesterol pelo músculo esquelético. Isto revela que as nossas fibras necessitam de mais colesterol para se recuperar e crescer.


Os músculos esqueléticos ou músculos estriados, já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.

Considerando o impacto positivo do colesterol no crescimento muscular(veja abaixo), pode ser uma boa idéia incluir comidas ricas em colesterol em sua dieta, como por exemplo: colocar ovos com a gema na sua refeição pós-treino. A estratégia é assegurar que os músculos terão todo o colesterol que precisam, prevenindo qualquer queda nos níveis e conseqüentemente um atraso na recuperação muscular.

Consumo de Colesterol e Crescimento Muscular

Riechman estudou o impacto do colesterol no treinamento para hipertrofia(2). Este estudou foi conduzido em idosos, porém as suas descobertas são válidas também para pessoas jovens:





Por 12 semanas, estas pessoas fizeram treinamento com pesos. Quando o consumo de colesterol foi inferior a 3.5mg por kg de massa magra, nenhuma hipertrofia foi detectada e a força aumentou apenas 36%. Quando o consumo de colesterol dessas pessoas foi superior a 5.7mg/kg, o aumento de massa muscular teve uma média de 2.1kg. Pessoas que consumiram altas doses de colesterol tiveram um aumento na força de até 86%.

Crescimento muscular e ganhos de força estão quase ligados ao consumo de colesterol. Considerando que um ovo inteiro contem por volta de 200mg de colesterol, um fisiculturista com 100kg necessitaria de 3 ovos inteiros por dia.

Níveis de colesterol no sangue e Crescimento Muscular

Pessoas com o colesterol inferior à 178 mg/dl tiveram ganhos sutis de massa.(+300g de massa magra). Quando o colesterol se encontrou acima de 238 mg/dl, o ganho de massa aumentou em uma média de 2.3kg. A correlação entre o colesterol e ganhos de força é um pouco inferior ao ganho de massa. Pessoas com baixo colesterol tiveram um ganho de 37% de força, contra 70% das pessoas com colesterol alto.



Construção muscular está positivamente correlacionado aos níveis de colesterol no sangue.

Drogas para diminuir o cholesterol e Crescimento Muscular

Estatinas são uma classe de drogas prescrevidas para abaixar o nível de colesterol na corrente sanguínea. Esta classe inclui lovastatina (Mevacor), simvastatina (Zocor), fluvastatina (Lescol), pravastatina (Pravachol), rosuvastatina (Crestor) e atorvastatina (Lipitor). O mecanismo pelo qual as estatinas usam para baixar o colesterol é o bloqueio a enzima do fígado 3-hidroxi-3-metil-glutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, que é responsável pela produção de colesterol no corpo. Estas drogas diminuem a quantidade total de colesterol no sangue, tanto HDL como LDL.

* lipoproteínas de baixa densidade (Low Density Lipoproteins ou LDL): acredita-se que são a classe maléfica ao ser humano, por serem capazes de transportar o colesterol do fígado até as células de vários outros tecidos. Nos últimos anos, o termo (de certa forma impreciso) “colesterol ruim” ou “colesterol mau” tem sido usado para referir ao LDL que, de acordo com a hipótese de Rudolf Virchow, acredita-se ter ações danosas (formação de placas arteroscleróticas nos vasos sanguíneos).

* lipoproteínas de alta densidade (High Density Lipoproteins ou HDL): acredita-se que são capazes de absorver os cristais de colesterol, que começam a ser depositados nas paredes arteriais (retardando o processo arterosclerótico). Tem sido usado o termo “colesterol bom” para referir ao HDL, que se acredita que tem ações benéficas.

O consumo e os níveis de colesterol no sangue representam duas variáveis que afetam a hipertrofia. Pessoas que responderam melhor ao treinamento com peso foram aquelas com dieta alta em colesterol, com níveis altos de colesterol no sangue e que usaram drogas anti-colesterol. Estas drogas aumentaram os ganhos de massa pois são associados à mialgia, fraqueza e perda de massa muscular em pessoas sedentárias.


Drogas da classe estatina aceleram a hipertrofia muscular. Quanto mais treinamos mais as nossas fibras ficam resistentes. O que torna extremamente difícil danificá-las o suficiente para forçar crescimento. Deixando nossas fibras mais frágeis, as estatinas permitem que cada repetições seja mais destrutiva para os nossos músculos. Como os nossos músculos não conseguirão fortalecer as fibras, eles não terão escolha a não ser crescer.

Esteróides Anabolizantes e Colesterol

Esteróides anabolizantes podem diminuir ou aumentar os níveis de colesterol no sangue, dependo da escolha das drogas e a resposta da pessoa à droga. Por exemplo, esteróides orais 17AA, são conhecidos por causar uma redução indesejada no HDL. Uma redução severa no HDL é ruim por 2 motivos:

- Colesterol é necessário para a construção muscular. É extremamente difícil elevar a produção do colesterol ao seu nível normal, mesmo descontinuando o uso de tais esteróides.
- Um aumento seria um cenário muito melhor, pois mais colesterol estaria disponível para o crescimento muscular.

Em conclusão:


- Em relação a hipertrofia muscular. É uma boa idéia seguir uma dieta com colesterol alto. (Pelo menos 3 ovos inteiros por dia).
- Principalmente se você treina de forma intensa.
- Tenha cuidado com dietas de baixa caloria, pois geralmente os níveis de colesterol caem neste período.
- Os níveis de colesterol tendem a cair no verão, então tenha cuidado durante este período também.
- Ovos inteiros são muito bem vindos na refeição após o treino.
- Usuários de Esteróides Anabolizantes com os níveis muito alto de colesterol devem consultar um médico e podem considerar o uso de drogas estatinas para crescerem ainda mais.
- Usuários de Esteróides Anabolizantes devem monitorar atentamente os seus níveis de colesterol, pois a queda pode diminuir o ganho de massa muscular.







Aeróbicos em Jejum: FAZER OU NÃO FAZER ?


Waldemar Marques Guimarães Neto (Professor de Educação Física)

Osvaldo do Rosário Neto (Nutricionista)

“A gordura queima na fogueira dos carboidratos”! Quem nunca leu esta expressão em alguns livros ou ouviu de alguns professores, mestres e doutores referindo-se a ineficiência de realizar aerobiose em jejum? De uma forma geral, eles afirmam que a oxidação de lipídios só ocorre na presença de glicose. Após um período de jejum de aproximadamente 7-9 horas, segundo eles, não adianta realizar uma atividade aeróbica moderada para potencializar a lipólise, pois a reserva de glicogênio apresenta-se insuficiente para tal processo.

Em nossa experiência prescrevendo exatamente a atividade aeróbia em jejum durante quase duas década observamos justamente o contrário. Vale ressaltar que não é apenas a prática que corrobora a maior oxidação de gorduras quando o aeróbico é realizado em jejum. O pesquisador sueco Torbjorn Akerfeldt aponta ser possível solicitar três vezes mais gordura se exercitando pela manhã, em jejum, comparado à mesma atividade promovida no período da tarde após as refeições. Akerfeldt ainda recomenda pelo menos seis horas em jejum antes da atividade. Nessa situação, acredita Akerfeldt, que o organismo não tenha muito glicogênio estocado para ser solicitado como fonte de energia, ou seja, teria que ir direto aos depósitos de gordura para fornecimento de energia para que se possa completar a atividade.

Desde a publicação de seus estudos na renomada, mas extinta Revista norte americana Muscle Midia, no início da década de 1990, utilizamos sua proposta baseando-nos na tentativa com diversos atletas do bodybuilding internacional com sucesso. Nessa época estávamos no interior do maior templo do bodybuilding radical, nada menos do que a Temple Gym em Birmingham no Reino Unido. Muito embora não sedimentado em estudos conclusivos nessa época, nos foi muito eficiente a estratégia. Devem imaginar a estranhes que nos causou presunções opostas a efetividade de tal prática! Porém alguns estudos animadores vêm sedimentando nossas experiências.

No estado alimentado, a fonte predominante de energia é a reserva de glicogênio hepático e muscular, e a maior participação dos lipídios ocorre somente após 20-25 minutos de atividade. As proteínas, por meio da via proteolítica, são responsáveis por apenas 5-15% do fornecimento de energia neste processo. Já no estado de jejum, devido à baixa reserva de glicogênio e conseqüente reduzida participação da via glicolítica, a fonte predominante de energia são as gorduras, por meio da beta-oxidação, ou seja, os triglicerídeos são quebrados em glicerol e ácidos graxos e este último é convertido em Acetil CoA para posterior entrada no ciclo de Krebs e oxidação (CHAMPE, HARVEY, FERRIER, 1996). A literatura científica comprova que durante o aeróbio em jejum a presença de glicerol e ácidos graxos livres no sangue é significativamente maior do que no estado alimentado, reflexo da maior participação de gorduras (BOCK, RICHTER, RUSSEL et al, 2005; PACY, BARTON, WEBSTER, GARROW, 1985).

No jejum, a participação das proteínas se mantém entre 5-15% no processo de geração de energia, ou seja, o catabolismo muscular não é intenso desde que você não exagere no tempo e utilize alguns suplementos anti-catabólicos a fim de reduzir a proteólise.

Torbjorn relatou em seus experimentos que a proteína degradada diminuiu ao invés de aumentar durante a aerobiose em jejum. Em outras palavras, não se experimenta catabolismo muscular, mesmo em jejum. Em decorrência da grande utilização de ácidos graxos como fonte de energia no aeróbio em jejum. Segundo Champe e colaboradores (1996), ocorre um aumento significativo na produção de corpos cetônicos, responsáveis pela acidose sanguínea e conseqüente queda no rendimento, além de toxicidade quando presente em grandes quantidades.

O objetivo do aeróbico em jejum não é melhora de rendimento e sim maior queima de gorduras.

É importante salientar que sempre aconselhamos, mesmo para atletas confirmados, a introduzirem a aerobiose em jejum progressivamente, pois nem todas as pessoas se adaptam facilmente a atividades com essa natureza. Em estado de repouso, o organismo pode se adaptar ao jejum com certa facilidade, mas durante exercícios, a situação pode não ser tão simples. Muitas pessoas não conseguem se adaptar de forma eficiente à aerobiose em jejum e podem até desmaiar, reação de defesa do organismo que pode provocar danos neurais (AUER, 1983; DE COURTEN-MEYERS et al., 2000). Portanto, muito cuidado ao introduzir esse tipo de proposta. Normalmente, recomendamos para indivíduos aparentemente saudáveis, iniciar com um tempo de execução em torno de oito a 10 minutos, adicionando mais dois minutos a cada duas sessões até chegar a um período de 20 a 40 minutos de atividade.

Mas afinal, qual a relação da expressão “A gordura queima na fogueira dos carboidratos?”

No interior do ciclo de Krebs, existe um intermediário denominado oxalacetato, que é um dos responsáveis pelo funcionamento adequado do ciclo e oxidação do metabólito. A glicose é o principal precursor deste intermediário, ou seja, quando as reservas de glicogênio estão reduzidas a sua produção fica comprometida e o ciclo não “gira” com perfeição, não oxidando as gorduras de uma forma eficaz segundo alguns doutores. Informamos aos desinformados que a glicose não é o único precursor do oxalacetato, a via proteolítica também tem participação em menor grau (CURI, LAGRANHA, 2003). Além disso, nosso organismo é inteligente o suficiente para deixar reservada uma quantidade suficiente de glicose nas reservas corporais para atividade importantes, ou seja, a glicose ainda participará da produção deste intermediário, em menor grau é claro. Esta menor produção de oxalacetato causará uma queda de rendimento do indivíduo, mas ressaltamos novamente: o objetivo não é rendimento, e sim a oxidação de gorduras.

Algumas dicas importantes nesta atividade referem-se à utilização de algum termogênico antes do aeróbico a fim de potencializar a lipólise, a ingestão de 500 ml de água para prevenir desidratação, pois a água drena fluidos para dentro da célula e evita a quebra protéica; e a administração de aminoácidos de cadeia ramificada anteriormente com o objetivo de diminuir o catabolismo protéico e a espera de 20-30 minutos para realizar a primeira refeição do dia após esta atividade, pois o organismo continua a utilizar ácidos graxos após o exercício durante este tempo.

Destaca-se ainda que outro horário satisfatório para a inclusão de trabalho aeróbio efetivo para queima de gordura seria imediatamente após a sessão de treino com pesos. Após um treino com sobrecargas, que irá variar de acordo com os grupos musculares treinados, entre 30 e 40 minutos, costuma-se aproveitar o tempo que falta para completar uma hora ou uma hora e pouco, em um cicloergômetro qualquer. Nessa atividade extra já haveria uma solicitação lipídica maior, porque glicogênio já fora requerido em quantidade expressiva na atividade com pesos. Salientamos que essa estratégia não é utilizada no período off season, a não ser que a pessoa esteja concentrando mais gordura corporal do que o esperado nessa fase da preparação.

Diante disto, é evidente que a aerobiose em jejum é mais eficaz com o objetivo de maior oxidação de gorduras, contudo, o indivíduo sempre deve estar atento para não exagerar no tempo, da intensidade e no uso prolongado desta técnica, afinal todo exagero na vida é desaconselhado.



MITO: Esteróides Anabolizantes Fazem Toda a Diferença


Você é uma daquelas pessoas que acham que esteróides anabolizantes fazem milagres, que formam campeões e ganham competições de fisiculturismo. Leia este artigo e forme uma opinião diferente sobre esta idéia!

Você leitor assíduo do Hipertrofia.org, já é experiente o suficiente para saber que vários atletas de elite fazem uso de esteróides anabólicos. Porém, eu vou apostar que você não sabe o quanto estas drogas realmente ajudam estes atletas. É menos do que você imagina.


Lembra da primeira vez que você tomou creatina ou um no2 e a sua força e peso subiram rapidamente em questão de semanas ? Multiplique isso por dois ou três, e você terá uma idéia grosseira do que poderia esperar quando utilizar esteróides anabolizantes. É uma grande vantagem com certeza, mas não é tudo o que você ouviu na academia ou até mesmo lê em alguns fóruns de internet.

Comparação

Vamos dizer que você vai à uma corrida de cachorros e decide apostar em um cão sem poder vê-lo primeiro. Tudo o que sabemos é que o cachorro 1 está tomando stanozolol(Winstrol) por dois anos e clenbuterol por alguns meses, e ainda está treinando e comendo perfeitamente. O cachorro 2 também está treinando e comendo perfeitamente, mas não está tomando nenhuma droga.

Por qual cachorro você arriscaria seu dinheiro ? Cachorro 1, sem dúvidas.

Mas se o cachorro 1 for um Chihuahua e o Cachorro 2 for um Galgo Inglês(Raça de cachorro especialista em corridas). Sabendo disto você ainda apostaria no cachorro 1 ? Não, a não ser que você seja muito burro.

Galgo Inglês - Cachorro de Corrida
“Galgo Inglês”

Você pode estender esta comparação em qualquer direção. Não existe anabolizante suficiente neste mundo que faça o Chihuahua correr mais que o Galgo Inglês. E o coitado do Galgo Inglês, mesmo usando hemogenin até como supositório morreria em uma luta contra um Pitbull livre de drogas. As vantagens GENÉTICAS sempre ganham!

Chihuahua
“Chihuahua”

Não importa se estamos falando de fisiculturismo, corrida ou qualquer esporte no qual tamanho e força são os principais requisitos. Os principais atletas nestes esportes nasceram com este potencial, com ou sem esteróides.


Você pensa que o Ronnie Coleman ganhou 8 Mr. Olympias só por que tomou mais drogas que os outros ? Rapaz, ele já ganhava campeonatos desde a época que era natural.

Ronnie Coleman - Sem Drogas
“Ronnie Coleman”

Ele nunca perdeu um treino, treinava como se a vida dependesse disso e fazia todas as refeições todos os dias, não importava o que acontecesse. Foi o trabalho pesado e dedicação que ajudaram ele a ganhar os 8 Mr. Olympias. Não sejamos hipócritas, os esteróides tiveram o seu papel, mas se não fosse pela sua genética de imortal, trabalho pesado e dedicação, a farmacologia não faria diferença.

Um cara com uma genética normal e dedicação medíocre poderia tomar todos os esteróides que existem na Rùssia e ainda perderia a competição de fisiculturismo da sua cidade. Mas pegue um cara natural com genética boa, disposto a dar a alma pelo treino e pela dieta e compare com o preguiçoso que se entope de bomba. Pode ter certeza que o natural vai ganhar a competição.


Outro fato interessante é que a maioria dos fisiculturistas profissionais tomam menos drogas que fisiculturistas amadores. Isso acontece porque eles(ou seus treinadores) são espertos o suficiente para saber que “mais” nem sempre é sinônimo de mais resultados. Se você não está crescendo tomando 600mg de testosterona por semana(dosagem padrão), tomar ainda mais não vai resolver o problema. O problema provavelmente está na sua dieta e/ou treinamento.

Muitas pessoas ao verem um cara grande atribuem todo o seu sucesso aos esteróides anabolizantes. Na verdade isto é uma desculpa para cobrir a própria falha em não conseguir ficar tão grande ou trincado.






Dica Rápida: Treinar Perna é Obrigatório


A maioria da pessoas dão preferência para a parte superior do corpo, não é a toa que existem tantos “picolés” andando por aí, com a parte superior bem desenvolvida e com as pernas mais finas do que as do sabiá. São também conhecidos como “Garotos Balada”, só fazem peito e biceps para pegar aquela baladinha no fim de semana e ficar bem na camisa polo, mas quando colocam um shorts as canelas parecem dois bambus na tempestade: vai quebrar a qualquer momento!

Você pode criar muito mais massa muscular apenas treinando suas pernas. Fazer exercícios compostos como agachamento livre e legpress fazem seu corpo liberarem hormônios extras, como adrenalina e a toda poderosa testosterona. O dia de perna é um dos dias mais importantes da sua rotina, pois enquanto você treina as suas pernas você está fortalecendo a sua estrutura corporal inteira.


Fazer exercícios compostos pesados como o agachamento livre estimulam o sistema nervoso central, o metabolismo e ainda na liberação de hormônios anabólicos, ou seja, apenas por fazer o agachamento você pode melhorar o rendimento de outros grupos musculares, por isso é muito importante treinar o corpo inteiro e não fazer um treino restritivo como os “Garotos Balada”.


Paralelas: O Rei dos Exercícios para Tríceps


Pergunte para qualquer expert em treinamento qual é o exercício para tríceps mais efetivo, pode ter certeza que a maioria dirá paralelas. Como o famoso preparador Mike Robertson diria: “Uma regra básica para avaliar um exercício é o seguinte: se usa bastante peso, provavelmente é um exercício eficiente. Para o triceps seria a paralelas e o supino fechado.”

Diferente de alguns exercícios, as paralelas atingem todas as cabeças do tríceps: a longa, medial e a lateral. É muito bom trabalhar as cabeças individualmente para trabalhar as fraquezas, porém um exercício que recruta mais músculos sempre é superior.


Ainda duvida do poder das paralelas ? Olhe o tríceps dos ginastas masculinos. Os caras tem tríceps trincados e grandes. Porque ? Por causa do uso freqüente das paralelas no esporte.

O problema é que a maioria do pessoal que faz paralelas na academia, o faz como exercício para peito(na maioria das vezes sem saber). Também é um ótimo exercício para o peito, mas se você quer focar as paralelas ao máximo para o tríceps, aqui vai algumas dicas:



1 – Mantenha o corpo o mais vertical possível. Quanto mais você se curva para frente, mais o peito roubará do tríceps.

2 – Procure fazer as paralelas em algum lugar que a barra não seja tão distante da outra. Se for muito distante, o peito também roubará o exercício.

3 – Siga a dica de Charles Poliquin, um mestre nos exercícios para hipertrofia. Quando executar a paralela desça o máximo possível, tenha certeza que você baixou até o seu bíceps fazer contato com antebraço, o seu tríceps ficará completamente flexionado. “Paralelas incompletas são uma total perda de tempo” diz Poliquin.

4 – A partir do momento que o peso do corpo ficar leve, você pode aumentar a resistência colocando um halter entre as pernas ou prendendo anilhas com correntes.

Parece que o titio arnold já sabia de tudo isso.

Parece que o titio Arnold já sabia disso a muito tempo.




Conclusão

Assim como o supino é o exercício mais completo para peito, o levantamento terra para as costas, as paralelas são para o tríceps. Os exercícios que recrutam mais fibras sempre serão os mais completos e efetivos para a hipertrofia muscular.



Dica Rápida – Supino Triplo


O supino triplo surgiu no começo da década de 90 e provavelmente já era muito usado antes disso. Independente da sua origem, ele funciona!

O supino triplo pode ser uma das técnicas mais efetivas para o treino de peito. Este exercício pode estimular a maioria das fibras do peitoral, causando grande quantidade de micro-traumas(isso é ótimo para hipertrofia). Porém, com um único preço: muita dor!

O Supino triplo é a combinação de três tipos de supino:

Supino Inclinado com Halter – Inclinação Alta do Banco
Supino Inclinado com Halter -Inclinação Baixa do Banco
Supino Reto com Halter – Sem inclinação
Vide foto inicial.

Geralmente os bancos para realizar supino com halter tem 3 regulagens de altura, começaremos na mais alta, seguindo para mais baixa e finalizando com nenhuma inclinação.

Os três exercícios são realizados como se fosse uma série e usando o mesmo peso. Você primeiro faz o nível mais inclinado até a falha muscular, rapidamente abaixa a inclinação do banco e continua as repetições até a falha e por último deixa o banco sem inclinação e faz o mesmo procedimento.


Repare no truque: você começa na posição mais difícil para se realizar o supino e vai evoluindo para posições mais fáceis, mas ao mesmo tempo os músculos ficam cada vez mais fatigados, finalizando com a total exaustão muscular.

Este método serve para aumentar a intensidade do treino e deve ser utilizado com cautela e de forma infrequente. É também um ótimo meio para quebrar platôs.

Pode ser utilizada uma média de 6 a 8 repetições por nivelamento do banco e três séries completas(As 3 posições feitas 3 vezes.)






Musculação – Mitos e Verdades

Frases como essas abaixo ecoam pelas academias de musculação do país. É um local onde existem pessoas de diferentes níveis sociais e intelectuais. Fala-se de tudo, desde receita de bolo até política e economia.

E também podemos ouvir dicas e conselhos de todos os tipos para se obter um resultado estético mais rápido. Segue abaixo alguns deles:

Tomar banho após um treino de hipertrofia impede o desenvolvimento dos músculos.
Uma pessoa muito forte não pode nunca parar de treinar senão os músculos caem.
Somente com o uso de complementos alimentares você consegue hipertrofiar.
Grande parte desses conselhos são pronunciados como verdade absoluta por praticantes experientes, porém sem nenhum conhecimento científico no assunto.

Durante o treino de musculação, o nosso organismo desvia grande parte do volume sangüíneo para a região trabalhada, aumentando com isso a vascularização e oxigenação local. O tamanho e o tônus desse músculo modifica-se, dando uma falsa impressão de hipertrofia instantânea, sendo que na realidade está ocorrendo um catabolismo (ou degradação da musculatura). Esse catabolismo, ou perda de substâncias plásticas e metabólicas, só é revertido na fase de repouso e com uma alimentação correta (anabolismo). Dependendo da intensidade do estímulo, após passar minutos ou horas depois do fim do treino, o músculo volta ao seu tamanho e tônus normal. Ou seja, entre você terminar um treino e ir para casa e tomar um banho, pode ter passado tempo suficiente para isso ocorrer, dando a impressão que tomar banho após o treino interfere no desenvolvimento de seu músculo.

A verdadeira hipertrofia somente é alcançada na fase anabólica, quando são refeitas as reservas musculares que tendem a superar as quantidades anteriores. Esse anabolismo é alcançado através de um repouso correto e suficiente após o treino e uma alimentação balanceada. A maneira de se saber qual a melhor alimentação, e se há a necessidade de fazer uso de complementos alimentares (pois isso depende de vários fatores, tais como sua genética, tipo de treino, ritmo de vida, etc.), é consultar um nutricionista esportivo.

E não se preocupe em ser obrigado a treinar até o fim de sua vida com medo que seus músculos caiam. Pra começar, os músculos não caem, quem cai é a gordura. Portanto, se você quiser parar de treinar após 5, 10 ou 20 anos de musculação, simplesmente faça uma alimentação adequada ao seu novo ritmo de vida. Você emagrecerá e adquirirá um corpo parecido com o anterior, só que em proporções menores.

Portanto, cuidado em acreditar em tudo que se fala pelas academias. Procure sempre um profissional formado da área para sanar suas dúvidas.